sábado, 11 de janeiro de 2014

Romance histórico combina com fantasia?

"Brasil ganha bons romances históricos que recriam lacunas entre Colônia e Império."
Este é o título da coluna da Raquel Cozer, no site da FOLHA DE SÃO PAULO (10 de janeiro de 2014). A matéria também comenta o lançamento do livro EM BREVE TUDO SERÁ MISTÉRIO E CINZA, de Alberto A. Reis.

Meu próximo lançamento é um thriller fantástico ambientado num passado distante. A história não se passa no Brasil, mas em outro país, com rica literatura de romances históricos que serviram como referência para criação de cenários, personagens, hábitos alimentares e vestuários. Escrever romances ambientados no passado é um desafio. Escrever um romance histórico ambientado no Brasil é um desafio ainda maior... Mas não é impossível.


Capoeira (Rugendas, 1835)

O brasileiro Eduardo Spohr é um sucesso do gênero, e provou que essa mistura dá certo em A BATALHA DO APOCALIPSE e nos livros da série FILHOS DO ÉDEN.




E você? Também acha que romance histórico combina com fantasia?
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sexta-feira, 10 de janeiro de 2014

# Lendo como escritor – WILD CARDS

Que George RR Martin é o cara todo o mundo sabe.
Quem leu uma das minhas entrevistas sabe que ele é, hoje, meu autor de ficção preferido. 
Depois que li AS CRÔNICAS DE GELO E FOGO (até o quinto volume, e esperando...), percebi que, mesmo seguindo as técnicas de estruturação já celebradas, há infinitas formas de escrever histórias que quebram paradigmas e que surpreendem os leitores.

Ao ver que o George RR Martin assinava outra série, corri para adquirir o primeiro volume de WILD CARDS, que leva o mesmo nome da série na versão americana, e que no Brasil ganhou o subtítulo O COMEÇO DE TUDO.

A versão brasileira estampa o fortão Jack Braun
(o destruidor de tanques)

A premissa é simples e, ao mesmo tempo, genial: devido a uma pesquisa biológica realizada em um planeta distante, um vírus alienígena capaz de induzir nos humanos os mais imprevisíveis rearranjos genéticos chega à Terra. O vírus é apelidado de Carta Selvagem, devido à sua fervilhante capacidade de mutação, que pode matar, criar mutantes deformados e repugnantes (chamados de curingas) ou dar ao portador da mutação uma capacidade sobre-humana (chamados de ases).

Aí está a grande sacada: a mesma história, um ponto de vista diferente.

Cada capítulo do livro apresenta um personagem ou um dos núcleos que serão explorados em outros volumes. Croyd Crenson, conhecido como Dorminhoco, é um garoto que se transforma num ás capaz de hibernar para acordar com nova aparência e com um novo poder. Jack Braun é um garoto do campo que ganha super-força e que nunca envelhece. O Tartaruga é um adolescente nerd que domina a telecinese, que move objetos com a mente. Estes são alguns dos incontáveis personagens que o livro apresenta... Mas talvez este seja o aspecto mais negativo do livro.

Ao planejar uma série de 21 livros (acho que é isso), o velho Martin deu duro e criou, com seus colaboradores, dezenas de personagens. Isso torna a obra única, mas a escolha de apresentar todos os personagens importantes no primeiro livro talvez não tenha sido a mais acertada. Pelo menos não para mim. O livro, que é uma somatória de tramas, umas interessantes, outras nem tanto, acaba se tornando um pouco chato. É difícil ficar curioso para saber o que vai acontecer, quando não se tem tempo suficiente para criar empatia pelos personagens.

Para o Martin, que é um gênio, creio que isso tenha sido previsto e devidamente planejado. É certo que nos próximos volumes (que eu certamente lerei), o autor compensará este aspecto de uma forma que só ele saberá dizer qual é...

Mas qual a lição que você, aspirante a escritor ou autor iniciante deve tirar disso?

A apresentação de um romance, as primeiras trinta, quarenta ou até sessenta páginas iniciais, geralmente apresentam os protagonistas e o conflito principal da narrativa. Você pode criar dois ou três protagonistas, o que já não é fácil, e pode criar tramas secundárias, mas depois da apresentação, os acontecimentos têm de “mover a história para frente” ou seu livro se tornará maçante...

Seguir os passos dos gênios é uma tentação, mas reflita antes de ouvir o canto da sereia!

A capa americana mostra Jet Boy, "limpo" (não afetado pelo vírus)
e herói dos ases e curingas 


Para saber mais sobre a série visite:
ou

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;)

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Acha que não tem tempo para escrever? Repense!



Sempre escuto leitores, blogueiros e jornalistas comentarem, espantados, que não entendem como um médico tem tempo para escrever. Esse também é um comentário comum entre meus colegas de trabalho. No início, eu tinha um pouco de receio de que as pessoas pensassem que eu escrevia porque tinha tempo sobrando, ou que ao fazerem este comentário estivessem sugerindo que eu não era bem sucedido na minha primeira profissão... Bobagem! Com o tempo entendi que, o que para mim parecia óbvio, era incompreensível para muita gente.

Aí, você se pergunta: “será que esse cara trabalha mais do que eu?”. Isso eu não sei responder, sei apenas que cumpro duas escalas de plantão (uma com 12 plantões e outra com 6 períodos) e trabalho seis ou sete dias por mês em cirurgias de longa duração, que me consomem o dia inteiro. Ao todo, São pelo menos 24 turnos de 12 horas de trabalho em um mês. Mesmo assim, desde 2009, escrevi um romance por ano.

E qual é o segredo? Veja bem, vou resumir minha rotina de criação em algumas dicas práticas, e talvez isso o ajude a criar sua própria rotina, mas não quero dizer que este seja o único caminho! Leia, medite, e tente aplicar as dicas à sua rotina. Você pode se surpreender!

1º Crie resumos.
A maioria das pessoas pensa que um romance se escreve digitando uma palavra após a outra (o André Vianco sempre alerta os novos escritores para esse erro). Tá bom, eu admito que existam os gênios linguísticos, e que eles sejam capazes de conceber uma história inteira, com suas tramas e subtramas de forma intuitiva, mas estes são extremamente raros. Se você não é uma espécie de superdotado literário, sugiro que faça resumos e que tente segui-los. Crie esquemas da sua narrativa, antes de começar. Como começa, quais as viradas e como termina sua história. Você não é obrigado a fazer tudo do jeito que pré-concebeu, mas isso o ajudará a manter o foco (falarei mais sobre esse tópico num vídeo de YouTube. Aguarde).

2º. Sente e escreva.
Muitos pensam que têm de encontrar um lugar especial, uma luz perfeita e um silêncio tumular para que possam escrever. Meu conselho: deixe de frescura e enfie a mão nesse teclado! Já escrevi de dia, de noite e de madrugada. Em casa, viajando ou mesmo no hospital... Espera! No hospital? Pois é, durante os plantões, o médico anestesiologista só é necessário “durante” a realização de procedimentos cirúrgicos. Entre as cirurgias, o médico pode esperar em um quarto ou numa sala (estar médico) até que sua presença seja novamente solicitada. Às vezes, não há descanso, com urgências entrando umas atrás das outras, mas nos dias em que a bruxa não está à solta, há grandes intervalos entre os procedimentos. Enquanto outros médicos conversam ou assistem TV, eu escrevo ou edito meus textos. Você também deve ter seu estar médico! Pode ser a hora do cafezinho ou o intervalo do almoço. Não interessa, você é quem vai descobrir momentos da sua rotina que estão sendo subutilizados.

3. Entenda: o escritor não trabalha apenas escrevendo.
Muitos pensam que têm de estar com o notebook no colo para estarem escrevendo. Por isso se fala tanto em “bloqueio de escritor”. Isso é balela! Entenda: o escritor trabalha analisando o texto de outros escritores, trabalha quando está pensando sobre sua história, quando está pesquisando sobre um personagem ou sobre um cenário que escolheu para uma cena. Não se martirize com “metas de produção”. Você não é uma máquina. Se quiser estabelecer metas, estabeleça metas factíveis, fáceis de cumprir, como cinco ou sete páginas por semana. Quando você superar sua meta, isso lhe trará satisfação e alegria. Metas megalomaníacas são uma receita de frustração!

4. Saiba dizer “não”.
Entenda: o que não é interessante não lhe interessa. Saiba dizer não aos convites que atrapalham sua rotina de trabalho. Noitadas e bebida em excesso vão atrasar seu trabalho por dias. Use o final de semana com moderação e você poderá namorar, confraternizar com amigos e mesmo assim produzir algumas páginas. Se os amigos reclamarem, chame-os para um café no final da tarde. Assim, você vê a galera e se enche de cafeína para trabalhar, quando chegar em casa. Tudo se resume a escolhas. Seja esperto! ;)

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Não gostou? Então talvez você tenha boas dicas para dar também! Faça-o nos comentários abaixo.

Logo trarei mais dicas para escritores!
Agora, mãos à obra! 

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Afinal, o que é um AGENTE LITERÁRIO?


Percebi que esse tema tem sido mais comentado em blogs literários. Alguns autores reclamam que não encontram um agente. Outros, mais afoitos, reclamam que já tiveram, mas que foi perda de tempo.

Espera! Primeiramente, você tem de saber o que é um agente literário. Em geral, um profissional que já trabalhou em uma ou mais editoras, seja como editor ou analista, mas que tem grande conhecimento do mercado, que tem intimidade com os personagens envolvidos no processo de lançar um livro.

Você com certeza já viu o tal agente nos filmes americanos, negociando a venda de um novo romance, enquanto o autor se descabela, correndo contra o tempo para terminá-lo. A premissa já é um clichê do gênero. Mas essa caricatura traduz a realidade daquele país, onde o mercado já formalizou a necessidade de um intermediador entre a editora e o escritor. O agente negocia, com o editor, o percentual de direito autoral que cabe ao autor, um adiantamento (quando possível), e detalhes do contrato. Em geral, é remunerado com valores que oscilam entre 10% e 12,5% dos ganhos reais do autor.

Ok! Agora você já sabe o que é um agente literário, mas fica se perguntando: “e aqui, como é que a banda toca?”.

Há alguns dias, li um pequeno texto do Danilo Leonardi sobre o assunto, no blog CABINE LITERÁRIA, e um comentário do autor me chamou a atenção.

"Existem agentes literários no Brasil, mas o que se vê na maioria dos casos (este escritor não pressupõe, portanto, conhecer todos os agentes da lista telefônica brasileira) são jornalistas desesperados pelo dinheiro de alguma representação, assim aceitando qualquer coisa escrita em língua portuguesa, mesmo que incompreensível."

Parece absurdo? Mas não é. O crescimento recente do número de publicações e de novos autores no Brasil despertou o interesse de profissionais nem sempre escrupulosos. Minha opinião: há bons e maus profissionais nesse mercado (como em qualquer outro). Quer contratar um agente literário? Pesquise antes! Descubra se o profissional que você pretende contatar já agencia escritores bem sucedidos ou que, pelo menos, tenham seus livros publicados por grandes editoras. Desconfie de quem pede “adiantamentos” ou “taxas de adesão”. O verdadeiro agente é aquele que analisa o original, antes de aceitar representar o autor, e que acredita no potencial do autor e na qualidade do seu trabalho.

Outra matéria interessante que li sobre o assunto foi a da seção de cultura do jornal O GLOBO, que atenta para o crescimento de um mercado de adaptações. A matéria cita o nome da conhecida Lucia Riff, responsável pela Film2B (braço da sua agência responsável pela representação de autores para cinema e TV). 

Lucia Riff 

Menciona também a agente literária Marianna Teixeira Soares (essa eu conheço, e é muito simpática), que teve alguns livros dos seus autores vendidos para TV e cinema.

Procurei a Marianna há alguns meses e conversei com ela sobre agenciamento. Ela me indicou o trabalho da Natalie Araujo, analista e preparadora de textos filiada à MTS Agência de Autores. Trabalhamos juntos na primeira edição e na revisão do meu novo livro (já estou doido pra falar da obra, mas não posso ainda). A parceira tem dado certo.

E aí? Você precisa de um agente?



segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Novidades do autor

Bom dia, queridos leitores!


Nesse final de ano tive muitas alegrias. Uma delas é que, finalmente, terminei a revisão do meu novo livro, um suspense fantástico (Rá! Ficou curioso, né?). Outro fato que me deixou extasiado foi o grande sucesso das vendas do livro Presságio, em dezembro, que esgotou, e foi reposto, e esgotou, e foi reposto algumas vezes no site da Saraiva (a promoção continua valendo, confira: http://migre.me/gTJu8).



Seguem, abaixo, trechos das últimas resenhas publicadas pelos blogueiros parceiros. Para acessar a resenha na íntegra, basta clicar na foto do parceiro.



"Toda a trama é muito bem traçada. As cenas são bem fortes, e o final é surpreendente. Vale muito a pena ler este livro!"

(Diego de França - blog LEITOR SAGAZ)


"Eu adorei o livro Presságio - O Assassinato da Freira Nua. A estória é muito envolvente e bem escrita!" 
(Letícia Gomes - blog SOB VÁRIOS ÂNGULOS)


“Livro perfeito, escrita instigante e capa linda.
Simplesmente envolvente!”

(Caroline Teixeira – blog BLOGANDO LINHAS)


Por hoje é só, galera!
Em breve teremos mais notícias!
A todos um forte abraço!