quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

SILVIA DAY fatura adiantamento de 8 dígitos pelos seus próximos 2 títulos

O romance erótico, que até 2012 parecia ser um gênero marginal de literatura, se considerarmos as cifras das vendas de seus livros, passou a alavancar o faturamento da indústria literária norte americana desde o lançamento da série 50 TONS DE CINZA, da escritora E L James. Publicada pela KNOPF DOUBLEDAY, uma das editoras do grupo HANDOM HOUSE, a série já alcançou a marca dos 13 MILHÕES DE EXEMPLARES vendidos. 

A BARNES AND NOBLE, segunda maior rede de livrarias norte americana, notificou uma alta em suas margens de lucro no mês de agosto de 2012 e atribui o aumento das vendas ao repentino sucesso da série de romance erótico. Realmente um fenômeno, visto que o grande sucesso da série se atribui ao fato de que leitores que não costumavam consumir esse tipo de leitura acabou cedendo ao apelo que o sucesso do título gerou. 

SILVIA DAY, que já lançara mais de 20 títulos por diversas editoras, acabou sendo beneficiada pelo sucesso da senhora E. L. JAMES, devido ao fato de as livrarias começarem a expor seus livros ao lado dos livros da série “50 tons” (The New York Times).

Agora os boatos giram em torno da notícia de que Silvia recebeu, da editora SAINT MARTIN’S, um adiantamento de oito dígitos... É isso mesmo! Você fez a conta certa: são dezenas de milhões de dólares!

Bonita a moça não é, mas a conta bancária tá bem recheada...


terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Como usar ferramentas como o Google e o YouTube em seu favor na hora de escrever?

Todo o mundo sabe que a internet é uma terra sem lei quando o tema é fidelidade de informação. Versa a respeito de tudo e sobre todos, repetindo ideias e informações, num infindável telefone sem fio no qual a veracidade se despedaça a cada comentário e a cada compartilhamento.

Todo romance (ou conto, que seja) tem sua fase de pesquisa, que sucede a concepção da ideia de uma premissa dramática. Você sabe que quer contar a história de um Fulano de Tal, que se mete num determinado conflito, mas logo percebe que tem de saber mais sobre a profissão que escolheu para seu personagem ou sobre o lugar onde ele mora.

Finalizei, há alguns meses, um thriller fantástico que tem como cenário a Roma antiga. Não quero contar muito sobre a obra ainda, mas posso dizer que misturar seres fantásticos com referenciais históricos é algo bem complicado. Por onde você começaria?

Eu confesso: não resisti ao Wikipedia. Espera! Mas o Wikipedia não é aquela enciclopédia on line na qual todo o mundo parece ser especialista em tudo? Pois é.

Não estou dizendo que você pode embasar sua pesquisa UNICAMENTE no site, mas creio que é um bom começo.

Veja se você concorda comigo: no site você vai encontrar sempre informações verdadeiras em meio a um monte de besteira, mas lembre-se de que você não vai usar tudo o que lê. Considere o Wikipedia como um “brainstorm”, uma tempestade de ideias sem sentido. Depois que você decide o que quer ou não usar, cabe fazer uma nova triagem de fontes que COMPROVEM os dados da primeira pesquisa.



Nessa hora, cabe usar o YouTube. Lá você vai encontrar palestras, aulas ou programas de TV que vão reforçar ou combater frontalmente as ideias que você leu na primeira fase de pesquisa.

Então é isso! Agora você já sabe um pouco sobre o assunto que deseja usar em seu romance, e certamente está apto a procurar os livros corretos que vão tirar suas dúvidas.

Se o assunto da sua pesquisa é História, sugiro que procure biografias das personalidades que serão mencionados em seu romance. 
Outra fonte interessante de pesquisa é a série História da Vida Privada, que lista hábitos alimentares, religiosos, sociais e familiares da época estudada. Ao mencionar o que seus personagens comiam ou como se vestiam, seu romance proporcionará aos leitores um pouco de imersão.


Para visualizar os cenários antes de escrever, uma boa pedida são os livros de arte de pintores da época.

E você? Como você começa a sua pesquisa?

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Conheça a história do autor de suspense que lança um romance a cada cinco semanas

“Ser escritor é como estar de cara com o tubarão, ou você continua nadando ou você morre”. Esta é a filosofia de Craig Osso, o autor independente que escreve sob o pseudônimo de Russel Blake. Ele tem lançado livros de suspense, romances policiais e romances de mistério numa velocidade assombrosa: um novo livro a cada cinco semanas (e você aí protelando aquele seu livro há um tempão).


Craig Osso começou tarde. Aposentado precocemente, Craig venceu o tédio escrevendo. Escreveu o primeiro romance e decidiu que não era bom, depois deletou a história. Tentou de novo, e mais uma vez, mas não se contentou com o resultado. O mesmo aconteceu com seus quatro primeiros romances (exigente, não?). E quando finalmente decidiu que tinha escrito algo bom (seu sexto romance), ofereceu-o a algumas editoras, mas nenhuma delas quis publicá-lo. 

Oito anos se passam, e Craig resolveu publicar seus livros independentemente na Amazon’s Kindle Self Publishing. Lançou seu primeiro romance independente, um thriller financeiro chamado Câmbio Fatal (Fatal Exchange, 2011), na plataforma digital, mas não conseguiu ter muito sucesso, faturando apenas U$ 18,00 no primeiro mês. 


Foi nesse momento que Craig (ou melhor, Russel Blake) decidiu que quanto mais livros escrevesse, mais chance teria de obter sucesso. Nos meses seguintes, escreveu mais sete livros, incluindo O Colapso de Gerônimo (Geronimo Breach), um thriller que conta a história de um diplomata desonesto, O Rei de Espadas e A Crônica de Delfos (The Delphi Chronicle).


“Eu continuei escrevendo até que a demanda aumentasse”, diz Craig. “Este é o lado positivo de estar desiludido.”

Durante algum tempo, Craig investiu em média 1.500,00 dólares por livro em editores e capistas, que revisavam seus livros e criavam as capas das suas publicações digitais. Ele criou uma rotina diária de trabalho digna de admiração. Começa escrever às 8h, com uma parada rápida para o almoço, e retoma o trabalho, com uma nova parada ao final da tarde para uma caminhada de uma hora. Depois volta a trabalhar até às 00h. 

A coisa começou a dar certo quando Craig resolveu dispor seu primeiro livro gratuitamente na amazon e percebeu que, ao lançar um livro por mês, ele seria constantemente divulgado pelo site, pois o algoritmo da amazon prioriza as novidades. Dessa forma, seu nome estava sempre em evidência. 

Craig tem hoje 52 anos, mora em Baja e só toma café descafeinado.
“Imagine o que eu faria se ingerisse cafeína?”, brinca o autor.

ou
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Minha opinião:
Você não precisa escrever um livro a cada cinco semanas para se tornar um escritor de sucesso, mas a grande lição que devemos tirar do depoimento do Craig é que, ao invés de desistir com as primeiras decepções, com as negativas das editoras, o melhor que o autor faz é continuar escrevendo. 

E você? O que tem feito para “continuar produzindo”?

Crie novas histórias e divulgue as antigas. Não tem erro! O sucesso pode demorar, mas uma hora ele chega!

Responda: será que o ritmo alucinante de produção de Craig diminui a qualidade dos seus livros? O que você acha?
Dê sua opinião sobre o assunto, comentando, abaixo!

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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Globo de Ouro premia "Breaking Bad" como melhor série de 2013

Neste domingo, dia 12, Breaking Bad levou o prêmio de melhor série de drama, e Bryan Cranston ganhou como melhor ator em série de drama.

A série, dirigida por Vince Giligan e protagonizada por Bryan Cranston, teve sua última temporada em 2013 e conta a história de Walter White, um químico brilhante, mas desvalorizado e submisso, que vive no estado do Novo México (Estados Unidos) como professor de colegial. Walter descobre que tem um câncer que o levará à morte e percebe que desperdiçou sua vida e seu talento. Apavorado com a perspectiva de deixar sua família desamparada, ele resolve sintetizar meta-anfetamina para ganhar dinheiro.



Eu sou fã da série e no momento estou assistindo à quinta temporada. O prêmio é merecido, porque Breaking Bad é uma série instigante. Não somente pelo drama do protagonista, mas pela composição dos personagens secundários, pelos diálogos brilhantes e pelas reviravoltas constantes. A série é uma montanha russa!

Clique aqui e leia a matéria da FOLHA DE SÃO PAULO para conhecer os ganhadores das outras categorias.




domingo, 12 de janeiro de 2014

Acabou de escrever seu romance? Agora é que o trabalho duro começa...

Depois de passar dias se consumindo, você tem aquela ideia fantástica e muda o final da sua história, que antes parecia forçado ou clichê. Então, todo feliz você decora o rodapé do seu original com um capital e negritado FIM, e posta a foto, todo orgulhoso no Instagram. 

Ok, você está certo em celebrar a primeira etapa do seu trabalho, e tem todo o direito de fazê-lo. Eu mesmo costumo dividir com meus leitores essa pequena vitória, a alegria de ter finalizado mais um processo de criação. Mas você tem de saber que o trabalho está apenas começando!

Veja bem: estou supondo que você levou em consideração as técnicas de estruturação, a vigilância constante com características e pontos de vista dos personagens e aspectos como congruência e continuidade (se você não sabe o que esses termos significam, fique atento às próximas postagens do blog. Estou trabalhando numa série de vídeos sobre estruturação).

Livro terminado, você imprime um original e envia para uma grande editora, certo? Errado!

Está na hora de lapidar o texto. E o que seria essa “lapidação”? 

Para mim, um bom tratamento de texto se resume em uma palavra: “cortes”. 
O que você tem a fazer é eliminar palavras, frases ou, em alguns casos, parágrafos desnecessários. Em casos específicos, talvez valha a pena optar por substituições em lugar dos cortes.

Como eu faço: assim que digito a última palavra do original, eu reservo um tempo para celebrar, descansar e me “desapegar” do texto. Duas semanas são suficientes, na maioria das vezes, mas em casos de extremo cansaço ou estresse, um mês pode ser necessário. É hora de intensificar as leituras recreativas, de escrever textos não literários, de passear, de rever amigos e qualquer outra coisa que me agrade. Esse tempo é necessário para que eu “esqueça o texto”, para que as imperfeições que antes eram imperceptíveis possam saltar diante dos meus olhos, na próxima leitura. 
Será que isso aconteceria com você? Claro que sim!

Vamos supor que você deu um tempo e se afastou do seu original... Agora você se desapegou do texto e pode enxergar seus pontos fortes e fracos, da mesma forma que você faz com os textos dos autores que lê. É hora de corrigir a si mesmo.

Seguem algumas dicas básicas de lapidação:




Elimine excessos:

1. Adjetivos.
Tenha em mente o axioma: “um adjetivo define um substantivo, mas dois ou mais adjetivos podem confundir”. 
Veja bem, não estou sugerindo que você escreva um texto pouco descritivo, não é isso. O que você tem de fazer é escolher quais são os adjetivos que “definem os personagens e os cenários” e os que são necessários ao texto. Tenho certeza de que você vai se surpreender quando procurar pelos adjetivos que estão sobrando e quando perceber que seu texto está apinhado de enfeites que atrasam a leitura, que diminuem a fluência do texto, e que não acrescentam em nada. 

2. Advérbios.
Os advérbios podem sabotar seu texto. Experimente reler seu original e omitir, mentalmente, alguns advérbios. Se eles não mudam o sentido real do texto e não impedem o entendimento, talvez seja uma boa ideia retirá-los dali. 

Substitua:

1. Palavras repetidas.
Se Carlos é homem, magnata e cínico, não se refira a ele como Carlos em todas as frases. Dizer que “o magnata a olhou com desdém” ou que “o cínico a ignorou e entrou no elevador” alivia o uso repetido da palavra e evita a monotonia, relembrando ao leitor as qualidades e defeitos que definem os personagens, criando empatia e imersão. Aqui, você revolve dois problemas de uma vez só.

2. Verbos incomuns.
Preciso explicar?

3. Voz passiva.
Neste ponto, tenha em mente que a clareza do texto e a objetividade de quem o escreve proporcionam, ao leitor, um texto fluente e confortável. 
“A violência do impacto o arremessou contra a parede” soa melhor que “ele foi arremessado para trás devido ao impacto que o projétil causou”. Percebe como é sutil e ao mesmo tempo óbvio? Fique atento!

4. Frases negativas.
Nossa mente dá preferência às definições afirmativas. Dizer o que ou como alguém é o define melhor do que contar como ele “não é”. 
“Viu que era impossível ignorar seus olhos” soa melhor que “Viu que não poderia não olhar para ela”. 

Agora que você poliu seu texto, é hora de submetê-lo à primeira revisão... Mas esse é assunto para outro tópico.

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